Adeus Ano Velho? Feliz Ano Novo?

Arquivo Pessoal – Desenho e Pintura lápis de cor aquarela

*COLOQUE O FONE DE OUVIDO E VÁ ATÉ O FINAL DO TEXTO: ÁUDIO DO TEXTO COMPLETO

Recomeça de novo! Recomece de uma forma totalmente diferente! Será com maturidade ou assertividade? Se posicione! Se levante! Reúna o restinho de forças que ainda tem que parece estar se esgotando, porque eu sei que tem sido pesado. Tem sido difícil para todo mundo. Eu sei disso! Os desafios que todos temos enfrentado são grandes e muitas vezes não queremos mais lidar com eles. Nós cansamos… desanimamos. Eu e você queremos desistir. Queremos parar. Estamos exaustas, com o olhar e o coração cansados.

Muitas vezes eu me sinto “um nada”, totalmente descrente do futuro, totalmente entregue as circunstâncias, entristecida diante dos cenários que aumentam a minha raiva, medo, ressentimento e angústia. Eu sei que queremos parar, entregar os pontos, sentar e chorar… desistir de tudo e nunca mais se importar com mais nada nessa vida. O ano muda e tudo sempre parece o mesmo, mas eu e você… nós sabemos que isso não é verdade. MUDAMOS!

Recomece por Deus e por você! Desisti de fazer promessas e de aceitar promessas vazias. Queremos ser melhores, pensar melhor, ser melhor para nós e para quem amamos. Eu quero paz e serenidade para minha alma e o meu coração. Quero me divertir no caminho e desfrutar da alegria de viver, andar devagar e apreciar a calmaria de um amor que me traga o aconchego da paz.

Então, recomeça! Continue acreditando contra todas as impossibilidades que se apresentam no seu caminho, pois Deus tem dado a nós a força necessária para continuarmos acreditando na jornada que se desenrola a cada instante que respiramos. Eu não consigo ver muita coisa, minha visão tem sido comprometida pela minha fraqueza e pelos resultados que demoram chegar até a mim. Eu quero crer no melhor independente de como me sinto ou do que sou capaz de ver, porque tenho vivido por fé.

Recomeça! Recomeça de novo, de novo e de novo… E quantas vezes forem necessárias, ainda há muitas coisas boas para acontecerem no caminho. Talvez eu me surpreenda com o que ainda está por vir, talvez depois daquela curva terrível, ou depois de algumas tempestades a Vida volte a sorrir de novo para mim. Nós sabemos que Papai (Deus) está conosco e continuaremos mudando. Querida, recomece, pois a Vida tem exigido muita coragem para esses dias difíceis e talvez de alguma forma, você venha descobrir que nem tudo era tão difícil assim. CORAGEM!

Assim como a cada dia que surge e se finda, as coisas mudam, eu mudo… estamos mudando, renovando como as águas de um rio que não ficam paradas. Vou caminhando com poucas forças, um passo de cada vez e às vezes corro desesperada, mas não adianta, pois tem certas coisas que andam no seu próprio ritmo e a chuva só pára quando termina de cair a última gota.

Eu quero acreditar na minha jornada mesmo diante de momentos que aparentam simplesmente o impossível, e ouso a dizer que são nesses momentos que a raiva toma conta de mim, meu coração fica amargo, minhas atitudes nem tão dóceis e me calo. Eu quero brigar com o mundo e brigar com a Vida que se parece muito com um general a minha frente, invencível e me punindo questionando tudo o que faço, a cada ato de rebeldia que cometo, a cada erro desesperado ou pelo simples fato de não saber o que fazer mesmo.

Eu quero acreditar… eu quero continuar acreditando em mim quando sou vencida pelos meus medos, pelos desencontros e por meu cansaço aparente e desencorajador. Estou cansada, muito cansada de lutar grandes batalhas e aquelas pequenas que consomem minha energia e tempo. Olho no espelho e vejo o meu olhar e o coração cansado demais para revidar qualquer joguinho, manipulação egoísta, qualquer insinuação estúpida, sem sentido, infantilizada ou demasiada dramática. Têm dias que não quero ver ninguém e nem ouvir infinitas reclamações repetitivas, logo quero fugir para um mundo que não seja do país das maravilhas, porque não saberia lidar com tamanha loucura, já basta a loucura do mundo real.

Eu quero muito parar para descansar mais, me embalar nos braços de Deus, me aconchegando em seu peito para que Ele cante uma canção de ninar para mim e me tirar de todos os meus pesadelos infantis, imaginários ou reais.

Questionar virou um jogo de xadrez para mim e por que o questionar me traz angustias que não quero encarar? Talvez o sofrimento não seja o vilão e esteja apenas cumprindo o seu papel, me ensinando, me amadurecendo, me forçando a crescer e me transformando no meu próprio herói humano. Éh, crescer tem doído demais, me faz sentir o esticamento de todas as minhas juntas egoístas, no embaraço de todas as minhas dores e tem a sua importância na existência, ora me ameaçando, tocando a minha face com uma faca afiada, ora acariciando a mesma face com uma pena de pavão.

Ando em frente, sempre em frente, me irritando com a tristeza do pequeno príncipe que sussurra em meu ouvido “quando a gente anda sempre em frente, a gente não pode ir muito longe”… Me sinto sendo engolida por uma escuridão que me deixa mais vulnerável e impotente. Não existe segurança, não existe um ponto que chego e fico em paz. A Vida me deu uma bela de uma surra e me sinto como uma inútil e como um pequeno ciclope que perdera o olho por causa da sua intransigência… Giro… danço… dou cambalhotas, saio rolando morro abaixo, subo com uma corda ou ando em círculos em volta da mesma maldita montanha, tropicando nas armadilhas do meu próprio ego que sempre parece vencer.

Como será a vista lá de cima? Por que deixei de apreciar a vista aqui embaixo? Será que um dia fui capaz de apreciar a minha própria vista daqui, do lugar onde me encontro que parece o mesmo, mas que está continuamente mudando?

Ora, estou inclinada a ver todos os meus ciclos distintamente. Será que todos os ciclos são exatamente iguais para todas as pessoas? Quando sei que o meu ciclo terminou? Ou se outro ciclo começou? Por que ando sempre obcecada com os ciclos? ‘Infernal torna-se tudo o que se repete’, antes que a eu mude o padrão: como um sonho me vejo caindo, sem saber que posso voar, sei que estou sonhando e que posso tudo realizar, então decido voar para onde o nascer do sol é mais bonito e o pôr do sol é ainda mais dourado.

Se voei para imensidão daquele precipício fundo e escuro, não fui capaz de saber se encontrei o que procurava lá em baixo, ou lá em cima. E, se eu caisse para cima? Não sei… Não sei o que me espera… Não sei… Olhar para o futuro me assombra, faz meu coração cansado temer e desenhar possíveis janelas de escapes ou um belo campo florido para eu correr descalça e deitar na próxima sombra para descansar, rindo alto, sem olhares de desaprovação… perdendo pelo caminho todos objetos de adornos que romantizam a minha Vida.

Quando olho para o amanhã, eu só vejo o Desconhecido e atrás de mim uma tempestade chegando com muita violência e destruição… Me empurrando para o lugar que preciso ir a muito tempo e que venho resistindo a anos por medo (na verdade)… nem sei de quê… Quem sabe agora eu seja autorizada pelo meu juiz interno a comer o último pão que guardei no armário e decida deixar para trás todo o “lar doce lar “ que construí para me autopreservar e aceite o meu destino… rumo a uma aventura que só vivi em minha mente e nunca ousei experienciar. Só eu saberei…

Quem sabe, redenção! Quem sabe, loucura! Quem sabe, o Destino que desejo! Quem sabe morrer em paz! Quem sabe viver de verdade e sentir o vento no rosto, o sol em minha pele, cheirar as minhas flores preferidas e ver o mundo inteiro com mais cores, pintado com os meus lápis de cor que demorei usar. Quem sabe sem planos exagerados ou receitas prontas ‘de como sobreviver um apocalipse zumbi’! Quem sabe experienciar tudo aquilo que finalmente eu vi! Quem sabe… só eu saberei, talvez, se tentar…

Talvez a jornada continue por um caminho totalmente diferente daquele que imaginei, sonhei ou planejei… ou sei lá, talvez eu dirija noite e dia… não me importo mais. Muita coisa perdeu a importância dentro da minha mente caótica e dentro do meu coração sensível. Sei que algo se quebrou e será irreversível, me restando aceitar, viver sem reservas, não importa quantas tempestades tenha que enfrentar, ou quantos tornados estão vindo em minha direção, ou quantas vezes venho tentando sobreviver, dividindo o meu pão diário, o meu esforço, o meu afeto e o meu tempo… EU QUERO VIVER INTENSAMENTE!

Eu quero ouvir o silêncio, apreciar o vazio, continuar aprendendo com mais leveza, sei que às vezes será em meio as lágrimas ou total confusão, ou sem saber ao certo o que rumo tomar e quais correções e ajustes fazer… eu quero viver e continuar me vestindo daquilo que me ajude a teimar em acreditar…coisas que teimo em alimentar em meu espírito. Se não posso mudar o que vejo… talvez eu possa mudar o meu olhar cansado, agora porém mais cheio de cor e afeto.

Não, não existem muitas certezas em meu coração exausto, mas tenho algumas pequenas certezas que guardo aqui em um bolsinho invisível dentro do meu ser, pequenas certezas como um tesouro precioso, porém simples… “Ah, Deus muito obrigada por cuidar de tudo e por sempre sorrir para mim. Você é uma das poucas certezas que tenho. Fique comigo, isso é o suficiente para mim”.

E ali sentada na varada, talvez… eu tenha entendido que foi adeus ano velho e quem sabe… agora eu possa dizer …feliz ano novo…

quem sabe…

Autoria: Paula Gouveia

Áudio do Texto (Voz Paula Gouveia)

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3 comentários sobre “Adeus Ano Velho? Feliz Ano Novo?

  1. Realmente,as vezes,estou sem forças,sem foco,sem fé mas, como Deus é o meu socorro presente…o Espírito Santo me enche de unção e consigo prosseguir.
    Os processos são necessários mas eles terminam no tempo certo… não somos os Senhores do Tempo!!!!

    Curtido por 1 pessoa

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